Um bom aporte de recursos está previsto para ser feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) nos cofres da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Trata-se de um empréstimo de 50 milhões de dólares que deverão ser empregados na montagem de projetos para incrementar a logística e a malha ferroviária do país.
A esta quantia liberada pelo BID deverá ser somada uma outra de 33,5 milhões de dólares de recursos próprios, gerando um montante de 83,5 milhões de dólares. Os valores terão como taxa de negociação a London Interbank Offered Rate (Libor), taxa internacional de juros interbancários, com prazo de 25 anos para quitação e desembolsos em determinados períodos.
Para Pablo Guerrero, especialista do BID em transportes, as tratativas com o Brasil levaram em conta o fato de o país estar organizando a Copa do Mundo de 2014, ser sede das Olimpíadas de 2016 e apresentar crescimento econômico consistente, notadamente pelo aumento do preço das suas commodities no mercado mundial. Isso faz com que haja uma demanda por mais e melhores serviços no transporte público, nos meios de deslocamento da produção e na infraestrutura instalada. Esse movimento deverá ser feito observando-se diretrizes técnicas e ambientais que possam fazer com que o crescimento econômico se dê com equilíbrio e sustentabilidade.
Entre as maiores economias do mundo, o Brasil é uma nação que subutiliza o modal ferroviário, tanto para escoar seus produtos como para transportar passageiros. Diante disso, é importante que a ANTT possa fazer um levantamento adequado dos ganhos que o país pode ter, se valendo de mais esse meio tão valorizado em países desenvolvidos. Com a tecnologia atual, é possível tornar o trem uma opção viável e contributiva para o nosso desenvolvimento.
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