Representantes dos governos estadual e federal, da Assembleia Legislativa, de entidades, de movimentos e de lideranças comunitárias debateram as soluções para um novo modelo de gestão de estradas no Rio Grande do Sul. Mais de dez sugestões foram apresentadas à Câmara Temática dos Pedágios do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS). Os conselheiros tiveram até a última sexta-feira para enviar contribuições, as quais serão sistematizadas para então serem levadas ao Pleno do Conselhão.
Entre as alternativas e sugestões, está a mudança de modelo de polos para trechos, a extinção de praças como a de Viamão e a de Pelotas, os pedágios comunitários e os pedágios privados com novos parâmetros. "Até o mês de outubro, teremos uma proposta para ser apresentada ao governador, que deve levar em conta a mobilidade das pessoas e a circulação de mercadorias com uma tarifa equilibrada", determinou o secretário executivo do CDES, Marcelo Danéris.
O representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Aroldo Matta, avaliou como positiva a antecipação do debate, já que os contratos vencem em julho de 2013. O integrante da secretaria estadual de Infraestrutura e Logística, Jeferson Couto, detalhou o atual modelo, composto por sete polos, aglutinando rodovias de alto e baixo volume de tráfego.
Já o presidente da Comissão de Segurança e Serviços Públicos, deputado estadual Luis Fernando Schmidt, apontou que o atual modelo tira de muitos e deixa na mão de poucos. "Este conselho será sábio para construir uma alternativa mais justa", ponderou. Para ele, é possível ter contratos com equilíbrio social como alguns exemplos que já existem no Brasil.
Na opinião do secretário-geral da Associação dos Usuários de Rodovias Concedidas, Agenor Basso, todas as concessões desrespeitam o cidadão porque não oferecem vias alternativas. "Os atuais contratos garantem o equilíbrio econômico e financeiro das concessionárias, e não do usuário", ressaltou. Basso defende o modelo de gestão comunitária, no qual 80% da receita é revertida em melhorias na estrada.
Para o conselheiro técnico Cloraldino Severo, é possível implementar modelos diferentes. "Depende das variáveis locais", definiu. Ele destacou que se arrecada muito, mas que há pouco retorno. "No RS, só 20% do dinheiro dos pedágios é aplicado."
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