O Brasil é visto hoje com grandes possibilidades de crescimento, dada sua estabilidade econômica e fundamentos estruturais sólidos em relação ao mercado e à atividade produtiva. Entretanto, alguns óbices que vêm sendo levantados indicam a necessidade premente de melhorar a qualificação da mão de obra, melhorar a educação e o panorama da inovação tecnológica. Para isso, os investimentos em ciência e tecnologia são fundamentais e indispensáveis, de forma a possibilitar o aproveitamento de todas as oportunidades que se descortinam para o país, interna e externamente.
Como forma de minimizar a situação num curto espaço de tempo, o governo federal está anunciando um concurso público com o intuito de atrair cientistas estrangeiros. Segundo o modelo proposto, parte das vagas da seleção será destinada para preenchimento por concorrentes vindos de outras nações, que terão uma remuneração adequada. O intercâmbio desses especialistas com os pesquisadores brasileiros será de extrema valia para alavancar nossa ciência.
A tarefa do governo no sentido de chamar a atenção desses cérebros privilegiados é facilitada pela crise gerada pela desaceleração econômica na Europa e nos Estados Unidos, o que tem acarretado diminuição do número de empregos e menores salários. Agora, o momento é de reverter a tendência de saída de profissionais do país, não apenas os mantendo, mas trazendo outros de fora para ajudar em estudos e pesquisas.
Paralelamente, de acordo com o ministro Aloizio Mercadante, titular da Pasta de Ciência e Tecnologia, serão distribuídas 75 mil bolsas para estudantes brasileiros para especialização em outros países. A importação de cientistas se revela necessária, mas é preciso trabalhar estrategicamente para formar nossos próprios recursos humanos na área científica.
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