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Segurança - Detalhes sobre esse artigo
Título: Plano de fronteiras quer barrar a entrada de drogas e armas
Autor: Publicado no Jornal do Comércio
Data: 09/12/2011
Link: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=80954
Artigo:
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou que no próximo ano deverão ser contratados, através de concurso público, 1,5 mil novos policiais rodoviários federais e 1,3 mil policiais federais. A maioria dos novos servidores será encaminhada para trabalhar nas fronteiras, que envolvem 710 municípios.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira, durante a assinatura dos termos de adesão pelo Rio Grande do Sul e mais de dez estados ao Plano Estratégico de Fronteiras, que vai possibilitar o acesso a recursos de R$ 37 milhões para investimentos em segurança. O plano é coordenado pelo Ministério da Justiça em parceria com o da Defesa e visa a coibir o tráfico de armas e drogas provenientes dos países vizinhos. Todos os estados envolvidos já apresentaram projetos de integração de trabalho, que estão sendo analisados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O plano contará com a atuação das Forças Armadas, da Polícia Federal e das polícias Rodoviária Federal (PRF) e estaduais. Atualmente, duas operações de caráter permanente atuam contra ilícitos nas regiões de fronteira no País: a Operação Sentinela e a Operação Ágata.

Segundo Cardozo, os países de fronteira têm respondido positivamente aos planos do Brasil de combate ao tráfico e outros atos ilícitos nas fronteiras. Ele destacou que a presidente Dilma Rousseff encarregou o Ministério da Justiça de três grandes projetos prioritários: o Plano Estratégico de Fronteiras, a reforma do sistema penitenciário, que deverá envolver recursos de R$ 1,1 bilhão e que permitirá a criação de mais 60 mil vagas nos presídios até 2014, e o Plano de Enfrentamento do Crack, com recursos de R$ 4 bilhões.

Durante o evento, o governador do Mato Grosso, Silval Barbosa, defendeu no Ministério da Justiça "a criação de uma norma institucional que permita a presença permanente da Força Nacional de Segurança nas fronteiras, especialmente no seu estado". Barbosa ressaltou que o efetivo mato-grossense não é suficiente para garantir uma proteção permanente contra o crime organizado. Este ano, foram apreendidas mais de seis toneladas de cocaína provenientes da Bolívia, que faz fronteira com o Mato Grosso, estado que tem 750 quilômetros de fronteira seca.
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