Nesta terça-feira, voluntários da Agenda 2020 participaram da última etapa da 20ª edição do Debates do Rio Grande, realização da Rádio Gaúcha que discutiu os principais problemas da Capital para a Copa de 2014.
O programa foi transmitido pela rádio e também pela TVCOM direto do Teatro do CIEE, em Porto Alegre.
Logo no começo do debate, o arquiteto e professor titular do Departamento de Urbanismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Romulo Krafta destacou alguns dos problemas de Porto Alegre.
— Ninguém formula nada nessa cidade. Nosso problema fundamental é falta de liderança e coordenação. Também há falta de financiamento e uma certa dispersão no uso de recursos. O terceiro problema é a descontinuidade. Curitiba, por exemplo, tem um sistema contínuo há pelo menos 50 anos. Nós estamos sempre reinventando a roda a cada gestão — defendeu Krafta.
A economista Manuela Lopes, representando a Agenda 2020, afirmou que o movimento, além das propostas pontuais, ajuda neste entendimento sobre a importancia do pensamento estrratégico.
- A Agenda 2020 contribui para a imortancia da visão de futuro - afirmou a executiva da Agenda.
O engenheiro civil, professor da Escola de Engenharia da UFRGS e representante da Escola no Conselho Rodoviário do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens (DAER), João Fortini Albano, falou sobre a situação crítica da mobilidade urbana em Porto Alegre, que tem 680 mil veículos circulando nas vias.
Segundo ele, falta uma maior ousadia e coragem dos gestores, que precisam ter mais vontade política para resolver os problemas.
— Porto Alegre precisa de desenvolvimento sustentável, aumento da qualidade de vida e justiça social. Fizemos um levantamento, de janeiro a agosto, e constatamos o ingresso de 2 mil veículos novos por mês em Porto Alegre. A relação é de dois habitantes por veículo — disse Albano.
O professor defende a ligação da Estrada João de Oliveira Remião com Manoel Elias, passando pelo Morro Santana, até a freeway.
Com a futura RS-010, ela poderá chegar até Sapiranga, ligando o Sul da cidade pelo lado Leste. Essa via pode desafogar o Centro — sugeriu ele, que defendeu mais Parcerias Público-Privada.
O engenheiro civil e conselheiro técnico consultivo do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (SENGE) Vinicius Galeazzi falou sobre o uso do transporte fluvial pelo Guaíba como uma alternativa importante.
— Vejo o aproveitamento do rio como um meio de transporte que Porto Alegre poderia usar muito bem. Não vejo isso acontecer. Parece que esse cidade precisa de meios de transporte coletivo como solução. Por que não ter mais ciclovias interligadas com linhas de ônibus? — questionou ele.
(Com informações da Rádio Gaúcha)
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