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Livre Comércio - Detalhes sobre essa informação
Título: Bons negócios para os Brics na África
Autor: Editorial do jornal Correio do Povo
Data: 29/03/2012
Link: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=181&Caderno=0&Editoria=107&Noticia=407181
Artigo:
O Brasil e os demais integrantes dos Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul) podem vir a travar excelentes negociações com os países do continente africano. Essa é a expectativa da economista Gladys Lechini, que publicou o artigo "Brics e África: A Grande Incógnita" no Boletim de Economia e Política Internacional, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Para ela, o contínuo crescimento da região nos últimos anos, com taxas de 5,4% em 2010, 5,2% em 2011 e estimativa de expansão de 5,8% em 2012, projeção feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), faz com que as nações africanas se tornem atrativas para diversos tipos de investimentos, bem como cooperações, nas áreas de agricultura tropical, energia e bioenergia, educação técnica, formação profissional, governo eletrônico, saúde e medicina tropical, meio ambiente, biocombustíveis, transporte aéreo, turismo, justiça, cultura, direitos humanos e esportes. O Brasil já está bem adiantado em implantação de projetos conjuntos nos setores citados, envolvendo dez parceiros principais, que são Egito, África do Sul, Angola, Nigéria, Líbia, Gana, Tunísia, Senegal, Quênia e Camarões.

Um dos motivos de a África tornar-se financeiramente interessante está no fato de que ela é detentora de boa parcela dos recursos naturais do planeta. Em seu território, há abundância de petróleo, gás e minerais. Também se verifica uma atratividade ainda maior por conta da expansão das fronteiras agrícolas, com cultivo substancial de arroz e de milho. O grupo dos Brics já tem um volume de investimentos consideráveis nas economias de seus parceiros africanos, com R$ 60 bilhões entre 2003 e 2009, e tudo indica que as trocas comerciais deverão aumentar de volume.

As boas perspectivas entre Brics e África poderão fazer com que os países envolvidos tornem-se vanguarda na retomada do crescimento da economia do planeta. Aos emergentes parece estar destinado o papel de fomentar um novo ciclo produtivo, com ganhos em escala mundial.
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