É inegável que a amnésia política do povo brasileiro tem sido a maior responsável pela libertinagem dos políticos para quebrar promessas e desviar condutas. O autor busca, em "Estrela Cadente", desfazer a névoa do esquecimento popular e nos mostra os contrastes entre as promessas ufanistas e a triste realidade, à qual retornamos após a euforia de cada eleição, provando que, políticos, são negociantes de promessas e esperança; se chegarem numa encruzilhada, são capazes de seguir em todas as direções. O leitor poderá ainda constatar que o medo não tinha razão e foi derrotado pelas últimas fichas da esperança de um povo aturdido e sem opções na arena política, onde reinam a corrupção, os escândalos e a incompetência, perpetuado pela simples causa de que, nos regimes autoritários, é uma minoria corrupta que escolhe os governantes; na democracia, é a maioria incompetente. |